sábado, 20 de setembro de 2008

A música independente na contramão da indústria

É imensa a riqueza e variedade dos sons que se pode encontrar na música independente. Um estilo que apareceu há mais ou menos quatro décadas e já foi chamado de revolucionário, alternativo, vanguardista, autodidata e até indie. Os artistas do cenário independente deixaram, há pouco tempo, a condição de marginais e alguns até conseguiram alcançar o sucesso comercial. Hoje, a música independente se reinventa mais uma vez, e com as novas tecnologias passa por um processo de adaptação no mercado mundial.
A história da música independente se baseia no lema "do it yourself", ou seja, faça você mesmo. Dessa forma, todo o trabalho, desde a composição e gravação das músicas, produção do CD, publicidade até a distribuição são feitos pelo próprio artista ou por pessoas fora do mainstream, como é o caso dos selos musicais independentes. Eles acabam funcionando como cooperativas que agregam artistas, possibilitam uma melhor qualidade de áudio e ainda ajudam nos mecanismos de distribuição, sem interferir no processo de criação.

Abrir mão da liberdade criativa para fazer sucesso é apenas um dos grandes problemas que diversos músicos enfrentam quando se dispõem a trabalhar em grandes gravadoras. "O artista independente é basicamente dono dos seus direitos e não possui uma grande gravadora, as chamadas "majors" coordenando ou, algumas vezes, controlando o seu trabalho", conta o publicitário, baterista da banda U-Ganga e dono do selo musical independente Incêndio Discos, Marco Paulo Henriques.
Na região de Minas Gerais é possível perceber este fenômeno. Muitas bandas boas têm surgido e novos locais estão sendo abertos para receber esse tipo de música. Além dos festivais que têm sido realizados com maior freqüência, sites como myspace, youtube, orkut e blogs deixam os artistas expostos para quem quiser conhecê-los


http://www.revistameioemidia.com.br/cult.qps/Ref/QUIS-7HH45T

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