
Gente, no percursso do projeto, tive tendo umas idéias pra um curta, tipo ficção sabe. Escrevi até um Roteiro, no qual o Paulinho me ajudou e a Dri junto a mó galera argumentou até resolvermos que não vai ser mais isso que está ai abaixo, estamos pensando em outra coisa. Mas vou sociabilizar o primogenito pro ceis blz!!!
Bjinssss
FURANDO A REDE
CURTA/METRAGEM.
?mm
ROTEIRO
Aline Reis
DIREÇÃO
?
FICÇÃO
Sinopse:
Alice tem uma banda, mas enfrenta grandes dificuldades em arranjar espaços para tocar. Começa a ser repreendida pelos pais que a mandam procurar um emprego, caso contrario teria de sair de casa. Nesse mesmo instante Pedro Paulo, irmão de Alice, assisti uma partida de futebol pela televisão. Em campo, Dentinho, que fora seu amigo de infância e de Alice também. Ironicamente Pedro Paulo interfere na discussão dos pais com Alice, gritando da sala que Alice poderia ser jogadora de futebol. Todos contem a risada, a discussão se da por encerrada quando a menina vai para seu quarto e lá depois de muito chorar, adormece e tem um sonho. O sonho que vai desenrolar toda a historia.
E TUDO É UM SONHO, QUANDO NO SONHO A BANDA FICA FAMOSA, A MENINA ACORDA. E MOSTRA-SE NOVEMENTE NO PONTO COM A SANFONA NAS COSTAS, MAS DESSA VEZ ELA INDO TOCAR E NÃO CHEGANDO EM CASA. ASSIM ELA NÃO BURLA O SISTEMA E CONTINUA NESSE CICLO VICIOSO.
FURANDO A REDE
Externa – primeira tomada – Ponto de ônibus.
Ponto (parada) de ônibus, sanfona no chão. O ônibus chegando e eu dou o sinal. Esta lotado de passageiros.
Interna – segunda tomada - Interior do ônibus.
Dificuldade de se entrar no ônibus até chegar à catraca e passar a sanfona por cima da catraca e de se arrumar um lugar, sento na escada no ônibus.
Externa – terceira tomada - Pam – externa.
trajeto do ônibus e alguns acontecimentos das ruas, acidentes de carro, gente nas ruas vozes de gente, sons de carro, buzinas e o pensamento longe.
Externa – quarta tomada - Parada do Ônibus.
Pam - descendo do ônibus.
Chega o ponto que tenho de descer, dou o sinal, tem fila pra descer, espero, sou uma das ultimas.
Pam – quinta tomada - ajeitando a sanfona e subindo a rua de casa.
Vou à direção de casa, comprimento as pessoas que conheço no caminho, chega à minha rua, olho a ladeira, ajeito a sanfona e subo.
Pam – sexta tomada - procurando a chave
Chego ao portão de casa, procuro as chaves na bolsa com muita dificuldade devido o peso da sanfona, não encontro; perto a companhia.
Externa sétima tomada.
Pam aberto no Pai saindo da Porta em direção ao Portão
(Pai vai abri o portão resmungando).
Pai – Pam
- Cadê sua chave Aline? Esqueceu de novo?
Eu – Pam
- Esqueci pai, oi. (entra no interior da casa).
Pai – Pam
- É sempre assim.
Interna- oitava tomada - interior da casa.
(Pam na mãe)
- Entro minha mãe mal me cumprimenta e já começa a falar do bilhete único dela:
Mãe – Pam
- Engraçada você ne Aline? Onte eu precisei do meu bilhete único e você não apareceu em casa onde você estava?
Pai – Pam
- Pode deixar ele ai.
- É Du, a Aline precisa arrumar um emprego.
Eu - Pam
- Mas eu já trabalho, vocês que não reconhecem isso, raramente to em casa, se não to ensaiando to tocando. Vocês não valorizam nem um pouco.
Pai - Pam
- você tem que arrumar alguma coisa que te dê dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Irmão - Pam
Meu irmão, no meio da discussão liga a televisão:
- Vendo futebol.
- Aline porque você não vira jogadora de futebol???
O dentinho esta jogando logo,logo ele fura a rede vai fazer um gol - Todos riem.
(Pam aberto em todos rindo e Aline saindo da sala carregando sua sanfona em direção ao quarto).
Interna (interior do quarto). Pam geral.
Quarto, injuriada, ligo o radio e coloco uma de minhas musicas: Berimbau. Já em prantos chorando vai adormecendo. Música fica de fundo.
Foco no relógio, Foca ela dormindo, movimenta o por estar sonhando e disfoca a imagem.
Externa (estádio de Futebol)
O sonho se da num estádio de futebol. Voz de maração de Futebol. Gente gritando goooooooolllllllllll.
Narrador - Glauber passa pra Jorginho com classe, para o Marquinhos que esta pedindo na lateral esquerda, Bateu chutou Na Traveeeeeeeeee. A bola sobrou na meia lua para Glauber novamente ele esta com a bola em seus pés, passa pro Dentinho, domina na área do gol, Dentinho da um chapéu no zagueiro Pedrinho, dribla o goleiro, tocou pro gol é gooooooooooooooooooolllllllllllllllll... Furou a rede... Que gooooooooooooooolllllllllllllll... Corre pra torcida, levanta a camisa e mostra a camisa de baixo como a frase “O Encanta Realejo” Que gol torcido Brasileira, esse gol foi desenhado como a do realejo... Dentinho esse é o nome dele... Encanta realejo, canta torcida Brasileira...
Golaçoooooooooooooooooooo.
Interna (interior do quarto). Pam fechando close.
Aline acorda gritando goooooooollllllllllllllll.
E como se uma idéia lhe brotasse na cabeça, vai correndo ao telefone e liga para uma amiga pra contar o plano estratégico para fazer sua banda ficar famosa.
A amiga atende sonolenta, antes mesmo de completar a palavra alo, o amigo interrompe e começa a falar da grande idéia.
Eu- Pam
- Inayara, já sei como fazer a banda ficar famosa, eu sonhei que ele fazia o gol...
Inayara – só voz.
- Ele quem? Que horas são?
Eu – Pam
- Isso não importa, essa é a melhor idéia que tive nos últimos tempos. E termina (de contar o sonho).
Inayara – só voz.
- Legal Aline, mas podemos nos falar amanhã quando acordarmos?
Eu – Pam
- Tudo bem Ina, eu vou começar escrever o roteiro então.
-Isso, escreve. (Ela bocheja)
-Tchau.
-Tchau...
Interna (interior da sala)
Alice no computador escreve a sinopse da historia para apresentar para seus amigos.
No mesmo dia depois do horário de almoço todos os integrantes da banda se reúnem na sede onde costumam ensaiar. Alice conta seu sonho. Todos riem. Alguns decepcionados esperando noticias de apresentações com cachês altos. Outros indignados por terem gastado condução só para escutar ladainhas. Um dos integrantes ameaça sair da banda. Por conta do atrito o grupo cancela o ensaio, desprezam Alice e vão embora.
Interna – Na sede onde costumam ensaiar
Eu – Pam
- Galera é o seguinte, tive uma idéia que vai tirar agente da lama. (Alice conta a sua idéia).
- Eu vou ligar pro Dentinho e marcar de trocar uma idéia com ele.
No caminho para o ponto de ônibus com a sanfona nas costas, depois de caminhar muito triste perdendo-se em pensamentos perambulando pelas ruas, Alice passa em frente a uma gráfica. Para, olha bem para ela e entra. Informa-se sobre o valor de uma tela com o nome da banda para estampar numa camiseta. O comerciante diz que é R$30,00. Alice pede para fazer uma. O comerciante diz para Alice deixar metade do valor. Alice Poe as mãos no bolso e tira apenas algumas moedas. O comerciante ri com ar de ironia e diz que essas moedas não são o suficiente. Alice insiste e diz que paga o restante quando vir pegar a tela. O comerciante a olha desconfiado. Alice mesmo assim insiste dando as moedas e um CD demo do grupo. O comerciante aceita. Alice escreve o nome da banda no papel. Despede-se. Vai para o ponto e pega seu ônibus.
Desce do ônibus no ponto próximo a casa do irmão de seu amigo jogador de futebol. Deixa a sanfona na portaria e pergunta se o amigo está. O porteiro diz que ele está. Alice caminha até a casa. Encontra o irmão do amigo jogador de futebol. Cumprimentam-se. Alice vai direto ao assunto. Conta sua estratégia de como fazer sua banda ficar reconhecida. Pergunta se seu irmão faria para ajudá-los. Conta até que já encomendou a tela para estampar o nome da banda na camiseta que vai dar para o jogador. O amigo ri, mas diz que vai conversar com irmão. Alice lhe da um CD e pede para marcar um encontro depois que conversassem. Despede-se e vai embora.
Uma semana depois sem obter resposta alguma, já com a camiseta em mãos, Alice vai até a casa de seu amigo outra vez. Na portaria é informada que ele não estava, pois havia ido visitar seu irmão jogador de futebol. Alice então pede para o porteiro deixá-la usar o telefone. Alice liga para seu amigo e pede para falar com o jogador de futebol. Conversam rapidamente. Alice propõe um encontro. O jogador aceita. Desligam. Alice esperneia de alegria.
Encontro. Começo da noite. Em um barzinho. Alice leva a camiseta estampada. Alice fala sobre sua idéia. Resgata toda uma questão política em relação ao seu pedido. Deixa claro que não é uma questão apenas de fama, mas sim também de chamar atenção para a questão da arte alternativa que vem sendo fragmentada e marginalizada por não se enquadrar nos moldes da indústria cultural. O jogador se vê convencido e até concorda, mas por questões de contrato e por questões de regras internas do próprio jogo de futebol, não poderia fazer o que Alice lhe pedia.
Conversam um pouco mais. Alice entristecida deixa a camiseta estampada com o jogador. O jogador diz que ouviu e que gostou das musicas. Alice sorri. Abraça-o e beija-o. Despede-se e vai embora.
Semanas se passam. A rotina desgastante e as desoportunidades com banda faz com que ela se fragmente. Alice sem mais o que fazer desiste da carreira artística e poe-se a acordar sedo para entregar currículos no centro da cidade de São Paulo. Sua família precisava de sua ajuda no orçamento da casa. O trabalho com musica não bancava sequer o valor de sua condução. Alice não teve o que fazer, teve de ceder ao sistema. Voltou ao ciclo que um dia desejou e tentou sair.
Seu amigo jogador de futebol soube da mudança de rotina de Alice. Alice estava trabalhando numa loja de pasteis. Soube também que sua banda havia se fragmentado. Seu irmão quem havia lhe falado. Sentiu-se culpado.
Dezenove horas e vinte minutos. Começa o jogo. Alice frita pastéis. Os clientes da pastelaria assistem à partida de futebol na televisão. Passa-se vinte minutos e o jogo continua zero a zero. Alice finge ignorar a televisão. Jorge cruza pra Adelmo que joga pra Paulinho que chuta pro gol, na trave. Alice olha a TV com os cantos dos olhos. Rafinha toca pro Dentinho que dribla o goleiro e chuta e é gooollll... Alice se esperneia esperando que o jogador mostre a camiseta da banda. Mas seu desejo não se realiza.
Segundo tempo. Da a partida. Alice frita mais pastéis. Dentinho faz mais um gol. Alice fica cada vez mais entristecida. Faltando vinte minutos para acabar a partida Dentinho faz mais um gol e levanta sua camisa mostrando a camiseta com um nome. O nome da banda de Alice. Alice grita por toda a pastelaria que aquele nome é o nome de sua banda. Acaba o jogo. Os reportes vão abordar Dentinho. Questionam o nome na camiseta. Ele torna a mostrar a camiseta para a câmera e diz ser a banda de uma amiga.
A banda passa a receber convites para participar de programas de televisão. Alice abandona a pastelaria e retoma com sua banda. Passa a fazer turnês. Passa a ser reconhecida.
Música (Alice).
(Misturar uma espécie de ficção com mack- off É possível?)
**********
Fiz até argumento pro Roteiro, pois eu tentei enviar pro edital do MINC, mas por não sermos juridicos não rolou, não consegui correr atraz disso a tempo... Mas rolou...
ARGUMENTO
Alice num final de tarde espera seu ônibus no ponto com sua sanfona pesada nas costas. Trânsito, ônibus lotados, muitas pessoas aglomeradas no ponto. O ônibus chega Alice da sinal. Sente dificuldades de entrar e se acomodar. Está anoitecendo Alice esta indo para sua casa. Alice mora com seus pais.
Alice chega ao portão de sua casa e não encontra as chaves. Aperta a companhia. Seu pai abre o portão resmungando. Alice entra em sua casa. Vê sua mãe cozinhando e seu irmão brincando com seu sobrinho. Sua mãe brava pede para que devolva seu bilhete único. Seu pai diz para Alice arrumar um emprego. Alice diz que já trabalha, mas os pais não reconhecem. Os pais acham que musica não da dinheiro.
Seu irmão no meio da discussão liga a televisão numa partida de futebol. Chama seu pai. O jogador do corintianas em evidencia foi amigo de infância. Todos vão para frente da televisão ver o jogador. O irmão irônico diz para Alice virar jogadora de futebol. Todos riem. Alice vai para o quarto.
Alice sozinha em seu quarto deita-se com seu violão. Lagrimas, pensamentos. Alice adormece.
Alice sonha com uma partida de futebol. Torce em berros por um gol. o jogador chuta e a bola bate a trave.
Alice fica aflita mas continua torcendo. O amigo de infância pega a bola área, dribla o goleiro, chuta e faz um gol e mostra a camisa de baixo com o nome da banda de Alice para as câmeras e para a torcida. Alice acorda gritando gol.
Seis horas da manhã. Alice levanta-se da cama e vai ao telefone. Liga para sua amiga e fala sobre o sonho. Propõe para a amiga uma estratégia para que a banda fique famosa.
A amiga sonolenta, ainda sem muito entender pede para Alice ligar mais tarde.
No mesmo dia depois do horário de almoço todos os integrantes da banda se reúnem na sede onde costumam ensaiar. Alice conta seu sonho. Todos riem. Alguns decepcionados esperando noticias de apresentações com cachês altos. Outros indignados por terem gastado condução só para escutar ladainhas. Um dos integrantes ameaça sair da banda. Por conta do atrito o grupo cancela o ensaio, desprezam Alice e vão embora.
No caminho para o ponto de ônibus com a sanfona nas costas, depois de caminhar muito triste perdendo-se em pensamentos perambulando pelas ruas, Alice passa em frente a uma gráfica. Para, olha bem para ela e entra. Informa-se sobre o valor de uma tela com o nome da banda para estampar numa camiseta. O comerciante diz que é R$30,00. Alice pede para fazer uma. O comerciante diz para Alice deixar metade do valor. Alice Poe as mãos no bolso e tira apenas algumas moedas. O comerciante ri com ar de ironia e diz que essas moedas não são o suficiente. Alice insiste e diz que paga o restante quando vir pegar a tela. O comerciante a olha desconfiado. Alice mesmo assim insiste dando as moedas e um CD demo do grupo. O comerciante aceita. Alice escreve o nome da banda no papel. Despede-se. Vai para o ponto e pega seu ônibus.
Desce do ônibus no ponto próximo a casa do irmão de seu amigo jogador de futebol. Deixa a sanfona na portaria e pergunta se o amigo está. O porteiro diz que ele está. Alice caminha até a casa. Encontra o irmão do amigo jogador de futebol. Cumprimentam-se. Alice vai direto ao assunto. Conta sua estratégia de como fazer sua banda ficar reconhecida. Pergunta se seu irmão faria para ajudá-los. Conta até que já encomendou a tela para estampar o nome da banda na camiseta que vai dar para o jogador. O amigo ri, mas diz que vai conversar com irmão. Alice lhe da um CD e pede para marcar um encontro depois que conversassem. Despede-se e vai embora.
Uma semana depois sem obter resposta alguma, já com a camiseta em mãos, Alice vai até a casa de seu amigo outra vez. Na portaria é informada que ele não estava, pois havia ido visitar seu irmão jogador de futebol. Alice então pede para o porteiro deixá-la usar o telefone. Alice liga para seu amigo e pede para falar com o jogador de futebol. Conversam rapidamente. Alice propõe um encontro. O jogador aceita. Desligam. Alice esperneia de alegria.
Encontro. Começo da noite. Em um barzinho. Alice leva a camiseta estampada. Alice fala sobre sua idéia. Resgata toda uma questão política em relação ao seu pedido. Deixa claro que não é uma questão apenas de fama, mas sim também de chamar atenção para a questão da arte alternativa que vem sendo fragmentada e marginalizada por não se enquadrar nos moldes da indústria cultural. O jogador se vê convencido e até concorda, mas por questões de contrato e por questões de regras internas do próprio jogo de futebol, não poderia fazer o que Alice lhe pedia.
Conversam um pouco mais. Alice entristecida deixa a camiseta estampada com o jogador. O jogador diz que ouviu e que gostou das musicas. Alice sorri. Abraça-o e beija-o. Despede-se e vai embora.
Semanas se passam. A rotina desgastante e as desoportunidades com banda faz com que ela se fragmente. Alice sem mais o que fazer desiste da carreira artística e poe-se a acordar sedo para entregar currículos no centro da cidade de São Paulo. Sua família precisava de sua ajuda no orçamento da casa. O trabalho com musica não bancava sequer o valor de sua condução. Alice não teve o que fazer, teve de ceder ao sistema. Voltou ao ciclo que um dia desejou e tentou sair.
Seu amigo jogador de futebol soube da mudança de rotina de Alice. Alice estava trabalhando numa loja de pasteis. Soube também que sua banda havia se fragmentado. Seu irmão quem havia lhe falado. Sentiu-se culpado.
Dezenove horas e vinte minutos. Começa o jogo. Alice frita pastéis. Os clientes da pastelaria assistem à partida de futebol na televisão. Passa-se vinte minutos e o jogo continua zero a zero. Alice finge ignorar a televisão. Jorge cruza pra Adelmo que joga pra Paulinho que chuta pro gol, na trave. Alice olha a TV com os cantos dos olhos. Rafinha toca pro Dentinho que dribla o goleiro e chuta e é gooollll... Alice se esperneia esperando que o jogador mostre a camiseta da banda. Mas seu desejo não se realiza.
Segundo tempo. Da a partida. Alice frita mais pastéis. Dentinho faz mais um gol. Alice fica cada vez mais entristecida. Faltando vinte minutos para acabar a partida Dentinho faz mais um gol e levanta sua camisa mostrando a camiseta com um nome. O nome da banda de Alice. Alice grita por toda a pastelaria que aquele nome é o nome de sua banda. Acaba o jogo. Os reportes vão abordar Dentinho. Questionam o nome na camiseta. Ele torna a mostrar a camiseta para a câmera e diz ser a banda de uma amiga.
A banda passa a receber convites para participar de programas de televisão. Alice abandona a pastelaria e retoma com sua banda. Passa a fazer turnês. Passa a ser reconhecida.
Fim
Alice num final de tarde espera seu ônibus no ponto com sua sanfona pesada nas costas. Trânsito, ônibus lotados, muitas pessoas aglomeradas no ponto. O ônibus chega Alice da sinal. Sente dificuldades de entrar e se acomodar. Está anoitecendo Alice esta indo para sua casa. Alice mora com seus pais.
Alice chega ao portão de sua casa e não encontra as chaves. Aperta a companhia. Seu pai abre o portão resmungando. Alice entra em sua casa. Vê sua mãe cozinhando e seu irmão brincando com seu sobrinho. Sua mãe brava pede para que devolva seu bilhete único. Seu pai diz para Alice arrumar um emprego. Alice diz que já trabalha, mas os pais não reconhecem. Os pais acham que musica não da dinheiro.
Seu irmão no meio da discussão liga a televisão numa partida de futebol. Chama seu pai. O jogador do corintianas em evidencia foi amigo de infância. Todos vão para frente da televisão ver o jogador. O irmão irônico diz para Alice virar jogadora de futebol. Todos riem. Alice vai para o quarto.
Alice sozinha em seu quarto deita-se com seu violão. Lagrimas, pensamentos. Alice adormece.
Alice sonha com uma partida de futebol. Torce em berros por um gol. o jogador chuta e a bola bate a trave.
Alice fica aflita mas continua torcendo. O amigo de infância pega a bola área, dribla o goleiro, chuta e faz um gol e mostra a camisa de baixo com o nome da banda de Alice para as câmeras e para a torcida. Alice acorda gritando gol.
Seis horas da manhã. Alice levanta-se da cama e vai ao telefone. Liga para sua amiga e fala sobre o sonho. Propõe para a amiga uma estratégia para que a banda fique famosa.
A amiga sonolenta, ainda sem muito entender pede para Alice ligar mais tarde.
No mesmo dia depois do horário de almoço todos os integrantes da banda se reúnem na sede onde costumam ensaiar. Alice conta seu sonho. Todos riem. Alguns decepcionados esperando noticias de apresentações com cachês altos. Outros indignados por terem gastado condução só para escutar ladainhas. Um dos integrantes ameaça sair da banda. Por conta do atrito o grupo cancela o ensaio, desprezam Alice e vão embora.
No caminho para o ponto de ônibus com a sanfona nas costas, depois de caminhar muito triste perdendo-se em pensamentos perambulando pelas ruas, Alice passa em frente a uma gráfica. Para, olha bem para ela e entra. Informa-se sobre o valor de uma tela com o nome da banda para estampar numa camiseta. O comerciante diz que é R$30,00. Alice pede para fazer uma. O comerciante diz para Alice deixar metade do valor. Alice Poe as mãos no bolso e tira apenas algumas moedas. O comerciante ri com ar de ironia e diz que essas moedas não são o suficiente. Alice insiste e diz que paga o restante quando vir pegar a tela. O comerciante a olha desconfiado. Alice mesmo assim insiste dando as moedas e um CD demo do grupo. O comerciante aceita. Alice escreve o nome da banda no papel. Despede-se. Vai para o ponto e pega seu ônibus.
Desce do ônibus no ponto próximo a casa do irmão de seu amigo jogador de futebol. Deixa a sanfona na portaria e pergunta se o amigo está. O porteiro diz que ele está. Alice caminha até a casa. Encontra o irmão do amigo jogador de futebol. Cumprimentam-se. Alice vai direto ao assunto. Conta sua estratégia de como fazer sua banda ficar reconhecida. Pergunta se seu irmão faria para ajudá-los. Conta até que já encomendou a tela para estampar o nome da banda na camiseta que vai dar para o jogador. O amigo ri, mas diz que vai conversar com irmão. Alice lhe da um CD e pede para marcar um encontro depois que conversassem. Despede-se e vai embora.
Uma semana depois sem obter resposta alguma, já com a camiseta em mãos, Alice vai até a casa de seu amigo outra vez. Na portaria é informada que ele não estava, pois havia ido visitar seu irmão jogador de futebol. Alice então pede para o porteiro deixá-la usar o telefone. Alice liga para seu amigo e pede para falar com o jogador de futebol. Conversam rapidamente. Alice propõe um encontro. O jogador aceita. Desligam. Alice esperneia de alegria.
Encontro. Começo da noite. Em um barzinho. Alice leva a camiseta estampada. Alice fala sobre sua idéia. Resgata toda uma questão política em relação ao seu pedido. Deixa claro que não é uma questão apenas de fama, mas sim também de chamar atenção para a questão da arte alternativa que vem sendo fragmentada e marginalizada por não se enquadrar nos moldes da indústria cultural. O jogador se vê convencido e até concorda, mas por questões de contrato e por questões de regras internas do próprio jogo de futebol, não poderia fazer o que Alice lhe pedia.
Conversam um pouco mais. Alice entristecida deixa a camiseta estampada com o jogador. O jogador diz que ouviu e que gostou das musicas. Alice sorri. Abraça-o e beija-o. Despede-se e vai embora.
Semanas se passam. A rotina desgastante e as desoportunidades com banda faz com que ela se fragmente. Alice sem mais o que fazer desiste da carreira artística e poe-se a acordar sedo para entregar currículos no centro da cidade de São Paulo. Sua família precisava de sua ajuda no orçamento da casa. O trabalho com musica não bancava sequer o valor de sua condução. Alice não teve o que fazer, teve de ceder ao sistema. Voltou ao ciclo que um dia desejou e tentou sair.
Seu amigo jogador de futebol soube da mudança de rotina de Alice. Alice estava trabalhando numa loja de pasteis. Soube também que sua banda havia se fragmentado. Seu irmão quem havia lhe falado. Sentiu-se culpado.
Dezenove horas e vinte minutos. Começa o jogo. Alice frita pastéis. Os clientes da pastelaria assistem à partida de futebol na televisão. Passa-se vinte minutos e o jogo continua zero a zero. Alice finge ignorar a televisão. Jorge cruza pra Adelmo que joga pra Paulinho que chuta pro gol, na trave. Alice olha a TV com os cantos dos olhos. Rafinha toca pro Dentinho que dribla o goleiro e chuta e é gooollll... Alice se esperneia esperando que o jogador mostre a camiseta da banda. Mas seu desejo não se realiza.
Segundo tempo. Da a partida. Alice frita mais pastéis. Dentinho faz mais um gol. Alice fica cada vez mais entristecida. Faltando vinte minutos para acabar a partida Dentinho faz mais um gol e levanta sua camisa mostrando a camiseta com um nome. O nome da banda de Alice. Alice grita por toda a pastelaria que aquele nome é o nome de sua banda. Acaba o jogo. Os reportes vão abordar Dentinho. Questionam o nome na camiseta. Ele torna a mostrar a camiseta para a câmera e diz ser a banda de uma amiga.
A banda passa a receber convites para participar de programas de televisão. Alice abandona a pastelaria e retoma com sua banda. Passa a fazer turnês. Passa a ser reconhecida.
Fim

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