
Gente juntei a histórinha que havia começado com a da Alessandra para consulta na construção de nosso AUTO...
Oraculo das ilusoes
Num cortiço acinzentado, lá no centro da cidade de São Paulo, mora um velho de idade desconhecida. Chamam-no Seu Januario. Quem passa pela calçada e o vê na janela, de lápis e papel na mesa de óculos na ponta do nariz, segue seu caminho pensando:
“Que tristeza viver assim tão sozinho nessa cidade carbonizada...”
Mas engana-se. Seu Januario é o mais feliz dos vovôs, por que vive em companhia da mais encantadora neta – Alice, a menina que gosta de beijar cigarras. Alice tem dezesseis anos, está sempre de cabelos trançados, e já sabe fazer brigadeiro de panela.
Na casa ainda existe mais alguém. A Cuíca, a cachorra vira lata que a Alice encontrou na rua ainda filhote toda machucada e a cigarra Anna Nuvem. A cigarra, Alice encontrou num terreno baldio que estavam desapropriando para construir um estacionamento, Alice ficou com medo da cigarra se machucar e resolveu levá-la para seu apartamento. Alice então pegou a caixa de sapatos do avô, encheu-a de matinhos e deixou a caixa pertinho da janela onde o avô tem o habito de desenhar. Alice gosta muito dela, toda manhã acorda com a cigarra cantando.
Alem da cigarra e a Cuíca, o outro encanto da menina é a pracinha que fica a três quarteirões de seu apartamento. Lá aparecem pessoas de todos os jeitos, mas o que chama a atenção da menina é o Realejo.
Todas as tardes, Alice toma a Cuíca e a Cigarra e vai passear na pracinha, onde adora pisar em folhas secas. A menina da saltos como se quisesse alcançar o céu e o som das folhas se desfazendo deixava Alice maravilhada. No percurso, Alice sempre para enfrente aos postes e muros do quarteirão, sempre acha muito bonito as fadinhas que lá vê grudadas. A menina fica mordida de curiosidade de saber quem é que as desenha.
Uma vez, depois de passar horas pisando em folhas secas, Alice sentiu os olhos pesados de sono. Deitou na grama com a cigarra e a Cuíca e ficou seguindo as nuvens que passeavam pelo céu, formando ora castelos, ora prédios. E já ia dormindo embalada pelo som do realejo, quando sentiu puxar uma de suas tranças. Arregalou os olhos: um passarinho de rabo longa e verde tentando abrir voou com uma das tranças de Alice no bico.
A calda longa mais parecia uma fita de cetim, mas la no céu parecia uma rabiola de pipa . O passarinho tentava abrir voou como se a quisesse levar Alice a algum lugar.
A menina reteve o fôlego de medo de assustá-lo e devagarzinho foi se levantando seguindo o passarinho ao destino que ele tanto queria. A menina mais parecia que estava sendo puxada pela orelha, sendo castigada pela mãe depois de aprontar.
Depois de algumas voltas pela praça o passarinho larga da trança de Alice bem em frente do Realejeiro, que ao avistar o passarinho já vinha tagarelando.
- Ai esta você então não é seu fujão. Você vai começar a tirar a sorte das pessoas com esse realejo trancado a partir de agora.
- Menina, muito obrigada por me trazê-lo de volta.
- Meu nome é Alice.
- Belo nome Alice. Em gratidão vou tirar a sua sorte.
Dessa vez, trancado no realejo, o passarinho tiraria a sorte de Alice. A menina pois a pegar o bilhete, mas o passarinho preocupado em roubar a sorte da menina, rasga ao papel ao meio, um pedaço no bico do passarinho e outro pedaço na mão de Alice. Dessa maneira o Realejeiro não consegueria roubar a sorte da menina.
Não é a toa que o passarinho simpatizou-se com a menina. Alice é filha de um cata vento que de tristeza foi morar na lua. Cata Ventos são seres humanos que ficam flutuam a cinco metros do solo, eles não conseguem pisar em terra firme. A única maneira de fazer um Cata Vento descer ao solo é um sentimento puro e muito forte por outro ser humano comum. E foi o que aconteceu com o pai da menina, que se apaixonou por sua mãe e tiveram Alice, mas quando a menina nasceu sua mãe não agüentou o parto e morreu e de tristeza o Pega Vento foi morar na lua e não voltou nunca mais. De vez em quando pra se distrair ele arremeça estrelas pelo céu como se jogasse pedras no rio.
O passarinho pertencia a este Cata Vento que depois de abandonado foi capturada pelo Realejeiro para roubar a sorte das pessoas.
O Realejeiro, ex-malabarista, que depois que o circo pegou fogo e todos morreram, ficou de triste mal-encarado e vendo um lindo passarinho livre e solto resolveu prende-lo por invejar toda aquela liberdade e jogou uma maldição no qual o passarinho roubaria a sorte das pessoas, pois assim o Realejeiro achava que teria de volta todas as risadas e alegrias que provocou nas pessoas quando era malabarista.
Alice nunca soube de seus pais, seu avô nunca falou nada sobre eles. Isso fez com que a menina sonhasse e imaginasse historias surreais. Mas por mais que sua imaginação fosse assim tão fértil, Alice sempre foi uma menina muito especial, quando bebê, flutuava quando soluçava. Na escola sempre ficava em primeiro lugar nos campeonatos de salto ao alto, sempre deu saltos gigantes com a maior facilidade.
Bom, mas voltando ao que estava acontecendo na Praça com Alice e o Realejeiro, logo que o papel partiu-se ao meio, Seu Januario apareceu na esquina da Praça e poisse a chamar a menina. Alice mesmo com o papel rasgado se despediu rápido e correu até o avô.
Os papeis que o periquito tirava eram cartas de um oráculo, o oráculo das ilusões. A carta que a menina tirou era a carta curinga, a única carta que não lhe roubava a sorte. O Realejeiro percebendo que a sorte da menina não lhe foi tirada, passa então a perseguir a menina, que depois desse dia, passou a excursar com o avô por lugares que nunca havia conhecido.
A primeira viagem seguiram para o interior de São Paulo, lá se depararam com o caipira o Seu Botuca. Ficaram lá por uma semana, tempo o suficiente para conhecerem a historia dos caipiras.
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Histórinha da Ale!!!
Alice e Teotônio encontram a Lavadeira do rio
Na Amazônia encontram índios.
Mùsica: Ruiguara
Começa uma queimada na floresta, pois os homens vão fazer pasto.
Música: Lamento (“Cantei pra chover essa noite...”)
Não chove e todos fogem em direção ao sertão.
No caminho encontram as jangadeiras e eles pegam uma carona. Passam ao lado de um matadouro. Deparam com o rio todo ensangüentado, sangue que saíra dos boi, este que vive até sair todo o sangue de seu corpo. Andavam sobre as águas que iriam contaminar toda a população.
Quando chegam na beira mar, Teotônio sai com as jangadeiras e começam a demorar. Alice espera sentada na areia por muito tempo. Arma um grande temporal, a lua minguante que se punha no horizonte desaparecera entre as nuvens cinzentas.
Música: Rai Cai
Alice já estava cansada de esperar por Teotônio. Deita na areia, chega um menininho, que é um anjo, deita ao lado dela, abraça e suga toda a mágoa de seu peito. Isso lhe trás tranqüilidade e ela sente vontade de dormir. Ele diz para ela que tiveram uma sorte, que não vai chover neles. Começa a chover e havia um ser à uns 5 metros deles que ficava girando e tomando todas as gotículas. Formou-se como que um vidro em cima deles e um imenso arco-íris aos seus pés. Alice ficou maravilhada com aquele momento. Agradeceu aos Deuses e perguntou-Lhes por que estava presenciando aquele momento e caiu no sono.
Sonhou que estava jogando bola com um menino em um lugar que parecia um corredor de um prédio. A bola caiu na escada e eles foram pegá-la. A cada andar que desciam, era como se voltassem no tempo. Depararam com uma exposição de arte barroca, mais um pouco iriam dar de cara com uma múmia e Alice acordou. Ela entendeu a mensagem dos Deuses: conhecia Teotônio de muitas vidas atrás e onde quer que ele estivesse, voltariam a se ver.
Toda a sorte que Teotônio arrecadara, ele deu para Alice aquele momento mágico.
Música: Jangadeira na Estrada
Alice solta o passarinho que vivia preso no realejo.
Simbolicamente, ela sozinha na areia é que daqui não vamos levar nada. Tudo se transforma em grãos de areia!
Na Amazônia encontram índios.
Mùsica: Ruiguara
Começa uma queimada na floresta, pois os homens vão fazer pasto.
Música: Lamento (“Cantei pra chover essa noite...”)
Não chove e todos fogem em direção ao sertão.
No caminho encontram as jangadeiras e eles pegam uma carona. Passam ao lado de um matadouro. Deparam com o rio todo ensangüentado, sangue que saíra dos boi, este que vive até sair todo o sangue de seu corpo. Andavam sobre as águas que iriam contaminar toda a população.
Quando chegam na beira mar, Teotônio sai com as jangadeiras e começam a demorar. Alice espera sentada na areia por muito tempo. Arma um grande temporal, a lua minguante que se punha no horizonte desaparecera entre as nuvens cinzentas.
Música: Rai Cai
Alice já estava cansada de esperar por Teotônio. Deita na areia, chega um menininho, que é um anjo, deita ao lado dela, abraça e suga toda a mágoa de seu peito. Isso lhe trás tranqüilidade e ela sente vontade de dormir. Ele diz para ela que tiveram uma sorte, que não vai chover neles. Começa a chover e havia um ser à uns 5 metros deles que ficava girando e tomando todas as gotículas. Formou-se como que um vidro em cima deles e um imenso arco-íris aos seus pés. Alice ficou maravilhada com aquele momento. Agradeceu aos Deuses e perguntou-Lhes por que estava presenciando aquele momento e caiu no sono.
Sonhou que estava jogando bola com um menino em um lugar que parecia um corredor de um prédio. A bola caiu na escada e eles foram pegá-la. A cada andar que desciam, era como se voltassem no tempo. Depararam com uma exposição de arte barroca, mais um pouco iriam dar de cara com uma múmia e Alice acordou. Ela entendeu a mensagem dos Deuses: conhecia Teotônio de muitas vidas atrás e onde quer que ele estivesse, voltariam a se ver.
Toda a sorte que Teotônio arrecadara, ele deu para Alice aquele momento mágico.
Música: Jangadeira na Estrada
Alice solta o passarinho que vivia preso no realejo.
Simbolicamente, ela sozinha na areia é que daqui não vamos levar nada. Tudo se transforma em grãos de areia!
ENCREMENTO:
Teotônio salvou um João de Barro que havia sido preso em sua casinha, pois este tinha traído sua Maria. Pintou suas penas e o prendeu no realejo. Só abria quando lhe pagavam 1 real para arrancar a sorte de alguém inocente.
Eles encontraram as jangadeiras, eram duas, e ficaram encantados com seus cantos. Teotônio seguiu caminho com uma delas e foi pro espaço. O passarinho que estava com o realejo cheio de dinheiro voltou para a sua Maria, enquanto a outra jangadeira voltou para o Mar.
OU:
Alice que fica com as notas do beija-flor.
E/OU:
O Mar, com saudades da jangadeira e sentindo que ela estava triste em ver aquele Brasil que um dia fora tão belo sendo destruído pelos seres humanos, foi atrás dela.
Uniu todas as forças da natureza, armou a maior tempestade já vista em toda a história e invadindo todo o território brasileiro mudou o eixo do planeta Terra.
Assim nascera um novo mundo!
E/OU:
Depois que Alice solta o passarinho, seu maior desejo é reencontrar sua amada Maria, mas não sabe mais onde ela está, apenas o beija-flor da primeira nota adquirida é quem sabe. Ele se descola da nota e já sai batendo rapidamente suas asas. Quando vê, estavam todos os beija-flores se deslocando das notas. Era um mais bonito que o outro, de várias cores! O beija-flor da primeira nota guiava o lindo rastro de beija-flores. Como o João de Barro era mais lento, acabava ficando bem pra trás. Isso fazia com que o líder fizesse manobras maravilhosas no ar para esperar o companheiro. Foi assim que aconteceu a primeira “Dança dos Beija-flores”!
Teotônio salvou um João de Barro que havia sido preso em sua casinha, pois este tinha traído sua Maria. Pintou suas penas e o prendeu no realejo. Só abria quando lhe pagavam 1 real para arrancar a sorte de alguém inocente.
Eles encontraram as jangadeiras, eram duas, e ficaram encantados com seus cantos. Teotônio seguiu caminho com uma delas e foi pro espaço. O passarinho que estava com o realejo cheio de dinheiro voltou para a sua Maria, enquanto a outra jangadeira voltou para o Mar.
OU:
Alice que fica com as notas do beija-flor.
E/OU:
O Mar, com saudades da jangadeira e sentindo que ela estava triste em ver aquele Brasil que um dia fora tão belo sendo destruído pelos seres humanos, foi atrás dela.
Uniu todas as forças da natureza, armou a maior tempestade já vista em toda a história e invadindo todo o território brasileiro mudou o eixo do planeta Terra.
Assim nascera um novo mundo!
E/OU:
Depois que Alice solta o passarinho, seu maior desejo é reencontrar sua amada Maria, mas não sabe mais onde ela está, apenas o beija-flor da primeira nota adquirida é quem sabe. Ele se descola da nota e já sai batendo rapidamente suas asas. Quando vê, estavam todos os beija-flores se deslocando das notas. Era um mais bonito que o outro, de várias cores! O beija-flor da primeira nota guiava o lindo rastro de beija-flores. Como o João de Barro era mais lento, acabava ficando bem pra trás. Isso fazia com que o líder fizesse manobras maravilhosas no ar para esperar o companheiro. Foi assim que aconteceu a primeira “Dança dos Beija-flores”!

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